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A bolha de 0,04%: o que você sabe e quase ninguém vê
84% nunca usaram IA. 0,04% usam de verdade. O que acontece quando 20 empresas montam squads de IA em sala fechada por 2 dias.

Quanto mais você sabe sobre um assunto, mais difícil fica perceber que quase ninguém sabe.
Seu cérebro faz uma conta errada. Ele olha ao redor, vê as mesmas conversas, os mesmos posts, as mesmas referências, e conclui que isso é o normal. Que todo mundo está ali. Que o seu universo é o universo.
O algoritmo piora tudo. Ele mede o que você clica, quanto tempo fica, o que ignora. E monta um feed sob medida. Quanto mais você consome um assunto, mais ele aparece. Até que parece que o planeta inteiro está falando daquilo.
Um exemplo simples mostra como isso funciona na prática.
Quem vive no mundo cripto sabe como isso funciona. O feed mostra Bitcoin o dia inteiro. Os grupos debatem blockchain como se fosse arroz com feijão. E quando alguém de fora pergunta "mas o que é isso exatamente?", o susto é genuíno.
96% dos brasileiros já ouviram falar de Bitcoin. Mas 40% admitem que não sabem o que é. Ouviram o nome. Só isso. E só 17% de fato tem alguma cripto na carteira.
Em 1977, Lee Ross e a equipe de Stanford documentaram isso. Chamaram de False Consensus Effect.
Nós superestimamos, de forma sistemática, o quanto as outras pessoas sabem o que nós sabemos. Não é arrogância. É erro de calibração. Acontece com todo mundo.
Agora aplica isso na IA.
O gráfico do Damian Player mostra a realidade: 84% das pessoas nunca usaram IA pra nada. 16% usaram uma vez ou outra. 0,3% usam com alguma frequência. E 0,04% usam de verdade, no dia a dia, construindo algo real.

Você está numa bolha de 0,04% achando que vive no mainstream.
E enquanto a bolha te convence de que todo mundo já entendeu, a capacidade da tecnologia continua acelerando sem esperar.
Só que quase ninguém acompanha. 95% dos projetos de GenAI param antes de gerar receita, segundo o MIT.
Não falham por falta de modelo. Falham porque ninguém montou a estrutura para usar o modelo direito.
Até Sam Altman admitiu que trabalha do mesmo jeito de antes do ChatGPT existir. O cara que fundou a OpenAI. Usa do mesmo jeito.
Os economistas chamam isso de capability overhang: capacidade enorme disponível que quase ninguém usa perto do limite. A última vez que isso aconteceu nessa escala foi com a internet nos anos 90.
As empresas que entenderam nos primeiros anos definiram o século seguinte. As que entenderam depois, viraram clientes.
O boomerang
A oportunidade é real. Mas quem tentou atalho sem sistema já pagou o preço.
55% das empresas que demitiram equipes para substituir por IA se arrependeram. Não é projeção. Já aconteceu.
O que essas empresas fizeram foi trocar a pessoa sem trocar a arquitetura. Tiraram gente e colocaram ferramenta no lugar. Como trocar o motorista sem consertar o carro. O carro continua quebrado. Só que agora ninguém sabe onde fica o extintor.
Michael Gerber escreveu um livro em 1986 chamado E-Myth. Vendeu mais de 5 milhões de cópias com uma tese simples: o sistema roda o negócio, as pessoas rodam o sistema.

O fundador que trabalha dentro do negócio, fazendo tudo, controlando tudo, porque ninguém faz do jeito dele. Gerber chamou isso de armadilha do técnico.
Quarenta anos depois, a armadilha continua a mesma. Contratar, treinar, perder, repetir. E quando a pessoa sai, o conhecimento vai junto.
O que mudou é que agora esse ciclo ganhou uma variante nova. Demitir, instalar ChatGPT, ver que não funciona, recontratar. Dois ciclos pelo preço de um.
O problema nunca foram as pessoas. Nunca foi a ferramenta. Foi não ter o sistema.
ChatGPT aqui, Claude ali, Midjourney em outro canto. Cada conversa começa do zero. Sem contexto entre sessões. Sem memória. Um estagiário brilhante que esquece tudo toda vez que você fecha a aba.
Parece avançado. Não é. É o equivalente a ter um carro de Fórmula 1 e usar ele pra ir na padaria.
O que acontece quando você para de usar IA como ferramenta e começa a montar uma operação? Quando em vez de um chatbot respondendo perguntas, você tem um departamento inteiro que roda sem depender de você?
Isso é um squad.
Squad de copy tem copywriters. Squad de tráfego tem especialistas em mídia. Squad de design tem designers. Cada um com escopo definido, tarefas estruturadas e templates de entrega. O agente não é um chatbot que conversa. Ele recebe uma tarefa com instruções completas, sabe onde buscar informação, sabe o formato do resultado, sabe onde salvar. A tarefa é o prompt.
Esses squads trabalham em paralelo, com contexto compartilhado do negócio. O que um descobre, o outro usa. O humano entra nos pontos de decisão que realmente importam.
Isso é o que Gerber descrevia. O sistema rodando o negócio. As pessoas rodando o sistema. Só que agora a tecnologia existe.
Eu construí o Design System inteiro do AIOX usando o próprio AIOX. Brandbook, identidade visual, mockups de produto. Tudo aparecendo pronto enquanto eu ainda ajustava o briefing anterior. Agências cobram R$60.000 por duas páginas de brandbook. O sistema entregou o pacote completo. O sistema que constrói o sistema. Isso não é teoria.
O mercado começa pela ferramenta. O AIOX começa pela necessidade. Qual o problema que você está resolvendo? A resposta define o squad.
Antes do primeiro dia
19 de março. Florianópolis. Vinte empresas numa sala. Redes de clínicas médicas, edtechs, fintechs, SaaS, entre outros nichos.
Os CEOs e melhores representantes de cada uma. Primeiro dia do AIOX Squads, a imersão onde essas empresas colocam as mãos no sistema.
Mas quando o Dia 1 começou, nenhuma dessas empresas estava começando do zero.
Dias antes, cada empresa passou por sessões de preparação com mentores. Instalação de dependências e organização do contexto do negócio dentro do sistema.
Durante o evento, rodadas de revelação de processos. Cada empresa compartilhando como o negócio realmente funciona.
Os fluxos que estão na cabeça e nunca foram documentados. As decisões que parecem intuitivas mas seguem uma lógica que nunca foi escrita.
Processo é o ouro das empresas que realmente funcionam. E esse ouro, organizado e estruturado dentro do sistema, fica acessível para qualquer agente de IA.
O contexto inteiro do negócio num lugar só. Não espalhado em 48 Google Docs que ninguém abre. Não na cabeça de um funcionário que pode sair amanhã. Não num Notion bonito que virou cemitério de informação.
Kit com monitor portátil porque IA exige mais de uma tela. Mentores indo de mesa em mesa. Dez mentores da Academia Lendária mais os que se destacaram no Cohort Avançado e voltaram como mentores.
Não foi palestra. Foi construção ao vivo, mostrando o que era possível, como era possível, e fazendo junto com cada pessoa.
Cada empresa construindo o próprio sistema. O próprio Design System, os próprios squads, os próprios processos. Para o negócio delas.
O que está em jogo
Todas as pessoas que eu conheço e têm o mínimo de conhecimento sobre internet, ao conhecerem o que essas empresas estão colocando as mãos, passam madrugadas e madrugadas a fio. Eu não conheço nenhum empresário que teve contato com isso e que não melhorou profundamente a forma de conduzir a operação.
O que essas 20 empresas estão pegando ainda é o básico. O básico que nem o 0,04% das pessoas no planeta estão colocando as mãos agora.
Depois da explosão da era WWW, essa com certeza é a maior revolução de como negócios vão ser transformados.
A mesma coisa aconteceu com o Bitcoin. Quando 40% das pessoas nem sabiam o que era, quem entrou no início capturou valor desproporcional. Quem esperou a resposta ficar pronta pagou o preço de todo mundo. Quem está nesse evento está vivendo esse momento com IA.
Se alguém chega esperando estabilidade máxima e achando que todo mundo já tem a resposta, não é o lugar. O lugar é de quem aceita que a resposta está sendo construída agora. Quem quer algo previsível pode escolher outro caminho. E vai ver, daqui a pouco, que perdeu a janela de fazer parte da construção.
E tem algo que precisa ser dito com clareza: pensar que alguns comandos resolvem tudo é perigoso. Quem pensa assim vai ver o mercado andar sem esperar. Quem se adapta e constrói junto é o que fica. Quem espera a resposta pronta é o que vira cliente de quem construiu.
Dia 2 está acontecendo agora
O primeiro dia mostrou o que é possível. O segundo promete ser ainda mais mão na massa.
Aplicações customizadas dentro do framework. Casos reais de automação, tráfego, integração. Acompanhamento individual de mentores. Cada empresa construindo pro seu contexto, pro seu nicho, pro seu problema.
O que ficou claro desde a primeira sessão: existe um antes e um depois de ver as possibilidades com os próprios olhos. O que costumava levar meses de contratação, treinamento e tentativa-e-erro agora se resolve em ciclos de horas.
A IA não substituiu pessoas. Substituiu o tempo que você não tem.

Gerber tinha razão
O sistema roda o negócio. As pessoas rodam o sistema.
Gerber escreveu isso em 1986 e ninguém tinha a tecnologia para aplicar de verdade.
Você podia ler o livro, concordar com cada página, e voltar pra mesa pra fazer tudo do mesmo jeito.
Porque o sistema que ele descrevia exigia gente demais, tempo demais, dinheiro demais.
Agora não exige mais.
Vinte empresas em Florianópolis estão montando squads operacionais de IA neste momento.Com o contexto do negócio pré-carregado. Com mentores ao lado. Dois dias inteiros de construção ao vivo, empresa por empresa.
Isso é o premium do premium. Vinte empresas. Sala fechada. Acesso total.
Você não aprende IA nesse processo. Você constrói um departamento. Um departamento que opera quando você não está.
Que executa com a mesma precisão no processo 500 que no processo 1. Que não esquece o que aprendeu ontem. Que não pede demissão. Que não leva o contexto embora quando sai.
O AIOX Squads é exclusivo pra 20 empresas. Mas o Cohort Advanced está aberto.
A Turma 1 esgotou. Não sobrou vaga. E o que mais chamou atenção não foi a velocidade. Foi o que aconteceu depois.
Empresários que passavam o dia inteiro dentro da operação, resolvendo, apagando incêndio, treinando gente nova, começaram a sair. Não sair do negócio. Sair do modo piloto automático.
O sistema passou a rodar sem depender deles pra cada decisão. O conhecimento parou de viver na cabeça de uma pessoa que pode pedir demissão amanhã.
Isso é o que muda. Não é "usar IA melhor". É parar de ser o gargalo do próprio negócio.
O Cohort Advanced é onde isso acontece. Oito semanas ao vivo, online, com mentores. Você não assiste aula. Você constrói o sistema de IA do seu negócio.
A Turma 2 começa dia 08 de abril.
Grave isso: tempo não é dinheiro. Tempo é vida. E cada semana operando no modelo antigo, explicando de novo, treinando de novo, refazendo de novo, é uma semana com a sua visão parada.
A tecnologia vai esperar.
Você que talvez não consiga.
Alan Nicolas ♾️
CEO, Academia Lendár[IA]
P.S. Os 99,96% não estão atrasados. Você é que está tão à frente que esqueceu de olhar pra trás.
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O Mito De Sisifo - Albert Camus: Camus faz a pergunta que ninguem quer ouvir: vale a pena continuar empurrando a pedra? A resposta dele e sim, mas nao pela razao obvia. O absurdo nao e o problema. O absurdo e a condicao. Quem aceita isso para de esperar permissao e comeca a construir. Quem fica esperando a resposta pronta vira espectador da propria vida.
Jogue Limpo Mas Venca - Michael Dell: Dell construiu uma empresa de US$100 bilhoes vendendo computadores direto pro consumidor quando todo mundo dizia que precisava de loja fisica. A vantagem dele nao foi tecnologia. Foi ver o que era possivel antes dos outros e montar a operacao antes da concorrencia entender o jogo. Quem opera primeiro define as regras.
Coragem - Osho: Osho define coragem como a disposicao de se mover para o desconhecido mesmo quando tudo dentro de voce pede seguranca. Nao e ausencia de medo. E agir apesar dele. O 0,04% nao esta la porque tem certeza. Esta porque decidiu construir antes de ter todas as respostas.
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Escrita por: Alan Nicolas utilizando Obsidian potencializado com IA
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