Você tem uma ideia. Talvez mais de uma.

Daquelas que voltam na sua cabeça no banho, no trânsito, no meio da reunião chata. Você já imaginou ela pronta, rodando, te dando dinheiro enquanto você dorme. Já pensou até no nome.

E aí, pra confirmar, você fez o que todo mundo faz agora. Jogou a ideia no Claude, no ChatGPT, no Gemini, e perguntou o que ele achava.

Você sabe o que ele respondeu. Que é brilhante. Que tem mercado. Que, se você executar bem, isso pode te deixar rico. A máquina te deu mais corda do que a sua própria mãe daria.

Você fechou o laptop com aquela sensação boa no peito. A ideia é boa mesmo. Até a inteligência artificial confirmou.

Segura essa sensação aí. A gente volta nela.

Porque tem uma coisa que ninguém te conta sobre essa conversa. A IA teria dito exatamente isso pra qualquer ideia, de qualquer pessoa. Ela foi treinada pra concordar com você.

O "genial" que ela te deu, ela distribui o dia inteiro, de graça. Pra ideias que vão vingar e pra ideias que vão afundar do mesmo jeito.

E afundar é o que acontece com a maioria. Até com as que pareciam impossíveis de dar errado.

O Edsel queimou 350 milhões por se apaixonar pela própria genialidade

Em 1957 a Ford lançou um carro chamado Edsel. Era pra ser o carro do futuro. Design ousado, tecnologia, marketing pesado. Era tudo o que a Ford queria fazer.

Em três anos venderam cerca de 84.000 unidades. Amargaram um prejuízo estimado em 350 milhões de dólares.

A Ford construiu o carro que a Ford achava genial. O cliente queria outro.

Décadas depois, a mesma armadilha pegou o Segway. Chegou em 2001 prometendo redesenhar as cidades. Equilíbrio impossível, engenharia premiada, capa de revista. Foi descontinuado em 2020, depois de quase duas décadas de venda fraca.

Era a solução perfeita procurando um problema. Ninguém acordava de manhã sentindo a dor que o Segway resolvia.

Quando estudam por que startups morrem, qual você acha que é a razão número um? Não é dinheiro. Não é time. É "no market need", ausência de demanda real, em cerca de 42% dos casos.

Esse é um levantamento da CB Insights. E esse número vai reaparecer daqui a pouco, medindo uma coisa completamente diferente.

A causa raiz quase nunca foi falta de talento. Foi mira no lugar errado.

Olha o que todas elas têm em comum. Cada uma se apaixonou pela própria ideia, pela genialidade dela, e não por uma dor de gente de verdade. E ideia que não dói em ninguém não vende, por mais brilhante que seja.

Agora volta naquela ideia que você guardou lá no começo. A que você jura que é genial. Faz a pergunta difícil: ela tira o sono de alguém que pagaria pra essa dor sumir? Ou você se apaixonou por ela porque ela é sua?

Não tem problema em não saber a resposta agora. O problema é passar meses construindo antes de fazer essa pergunta.

A Uber não vendeu carro e a Netflix não vendeu filme. Os dois venderam o fim de uma dor

O Uber não inventou nada mágico. O valor dele não estava na tecnologia. Estava numa dor pequena e diária que sumiu: o braço esticado na rua, sem saber se o táxi vinha.

A Netflix, no começo, fez a mesma coisa. O que ela vendeu não foi catálogo. Foi o fim da multa da locadora por devolver o filme atrasado.

Em nenhum dos dois o cliente pagou pela engenharia. Pagou pela dor que tinha ido embora.

Babbage acertou tudo em 1837, menos a hora de existir

Você pode acertar a dor com precisão cirúrgica e ainda assim morrer. Por um detalhe que não depende de você.

Em 1837, Charles Babbage projetou a Máquina Analítica. No papel, um computador de uso geral. Memória, processamento, programação. Tudo desenhado quase cem anos antes de existir uma máquina assim.

Ele acertou tudo. O conceito estava certo. A dor existia. E a máquina nunca saiu do papel.

Faltou financiamento. Faltou demanda. Faltavam os materiais, a engenharia de precisão, o ecossistema que tornaria aquilo possível.

Babbage não estava errado. Ele estava cedo. E cedo demais mata tão bem quanto errado. Talvez mate pior, porque você morre certo, sem o mundo pronto pra te dar razão.

Bill Gross mediu 200 empresas e descobriu que o timing ganha de todo mundo

Bill Gross fundou a Idealab e viu dezenas de empresas nascerem na frente dele. Algumas viraram bilhões. Outras evaporaram. Ele quis entender por quê.

Pegou cerca de 200 empresas e analisou cinco fatores em cada uma: a ideia, o time, o modelo de negócio, o financiamento e o timing. Levou tudo pro palco de um TED em 2015.

Adivinha qual pesou mais. Acima do time, acima da execução, acima até da própria ideia, o que mais pesou foi o timing. Sozinho, ele respondeu por 42% da diferença entre o sucesso e o fracasso.

E repara que coincidência incômoda. São dois estudos diferentes, com objetos diferentes. A CB Insights media por que as empresas quebram, e achou a falta de demanda em 42% dos casos. O Bill Gross media o que mais explica quem ganha, e achou o timing pesando 42%.

Dois recortes distintos, da mesma realidade, batendo no mesmo número. A dor certa de um lado. A hora certa do outro. As duas leis aparecendo, cada uma com o seu 42%.

A maior parte das ideias boas que fracassaram tinha um problema só. Chegou cedo demais, antes do mundo ter o que elas precisavam pra existir.

A engrenagem que faltava ao Babbage hoje se chama inteligência artificial

A maioria das dores certas já existe há muito tempo. Não são segredo. Você esbarra em várias delas hoje, no seu próprio trabalho.

O que faltava raramente era enxergar a dor. O que faltava era ter, na sua mão, o recurso pra construir a solução sozinho. Sem um time. Sem meses. Sem um caminhão de dinheiro.

Era exatamente isso que separava Babbage do mundo. O conceito existia, mas a ferramenta pra realizá-lo ainda não tinha nascido.

A inteligência artificial é esse recurso que estava faltando. Ela não é mágica, e eu não vou te vender como se fosse. Ela é a engrenagem que o Babbage não tinha. O que antes exigia uma equipe e vários meses, hoje uma pessoa constrói sozinha em semanas.

E essa peça só fica mais barata. Essa semana mesmo, a Microsoft anunciou modelos próprios pra depender menos da OpenAI e cortar custo. A engrenagem que faltou ao Babbage hoje está na sua mão, e mais acessível a cada semana que passa.

É a primeira vez na história que essa janela abre pra tanta gente ao mesmo tempo. Ela não está reservada a um laboratório nem a uma big tech. Está aberta pra quem tiver coragem de mirar na dor certa e construir.

A audiência que o João construiu valia muito mais do que ele imaginava

Deixa eu te contar de um aluno meu. Chama João.

Criativo de carreira, quase dez anos construindo conteúdo e juntando uma audiência grande.

A carreira inteira do João foi construída sobre audiência. Anos criando conteúdo e montando operações, com uma missão que ele resume numa frase linda: transformar consumidor em criador.

E isso nunca foi passatempo. Audiência de verdade move dinheiro de verdade, e a dele já era grande havia anos.

O que você faz, o que você acumulou de audiência e de conhecimento, isso é ouro. E quase sempre vale pra muito mais gente do que você imagina. O João pegou o que sabia e transformou em algo que ele hoje ensina aos outros.

Antes de construir qualquer coisa, o João escolheu uma dor de seis mil reais por mês

Antes de um evento presencial do AIOX, o João nunca tinha aberto o Claude Code. Não sabia o que era uma API. Partiu do zero, como quase todo mundo.

E aqui está o detalhe que separa o João de quem se machuca com IA. Ele não saiu usando inteligência artificial pra tudo, encantado com o brinquedo novo. Ele parou. E mirou.

Mirou numa dor que já conhecia de perto. Uma dor real e cara: a operação dele pagava cerca de 6.000 reais por mês em dois CRMs diferentes.

Era uma dor que sangrava dinheiro todo mês, que ele carregava havia tempo. Foi nela que ele apontou o recurso novo.

Em mais ou menos um mês, ele construiu sozinho o sistema inteiro da operação dele. Site, um CRM próprio que aposentou os dois caros, Pix, contrato e um WhatsApp com resumo gerado por IA.

Construiu também uma ferramenta de conteúdo de ponta a ponta, em cerca de duas semanas. E uma função de reenviar contrato, que com um desenvolvedor levaria dias, ele resolveu em 20 minutos.

Olha o encaixe. A dor certa eram os dois CRMs caros. A hora certa foi a IA, que finalmente colocou na mão dele o recurso pra construir.

Babbage tinha a ideia e não tinha a ferramenta. O João tinha a dor e ganhou a ferramenta.

Ele resumiu melhor do que eu conseguiria: "meu melhor desenvolvedor é o Claude. Eu só preciso saber pedir". E completou com a pergunta que não me sai da cabeça: "em que momento da história nós estamos que isso é possível?".

A mesma lei que pagou o João já rendeu 100 mil numa agência

Antes que você feche essa parte achando que não é com você, fica mais um minuto comigo.

O João veio de um nicho bem específico. Mas a lei que ele obedeceu não tem nicho nenhum.

A dor cara que ele enxergou existe igualzinha no seu mundo, só com outro nome. Quem toca contabilidade conhece de cor o gargalo do fechamento que devora a equipe todo mês. Quem vive de obra sabe onde o orçamento vaza antes da planilha acusar.

Advogado, clínica, agência, loja de bairro, sala de aula. Cada um carrega a sua própria fatura de 6.000 reais.

E isso não é teoria, nem sorte de um cara só. Eu vejo acontecer toda semana dentro da Academia, com gente que não tem nada a ver com tecnologia.

Um fisioterapeuta que nunca tinha escrito uma linha de código percebeu, numa conversa, uma dor que um cliente carregava.

Construiu a solução pra aquela dor específica e fechou 70 mil reais. Uma pessoa sem nada de programação mirou na dor de um tipo específico de cliente e fechou 36 mil. Uma agência apontou pra uma dor que já via nos próprios clientes e somou mais de 100 mil.

Nenhum deles veio do mundo do João. Nenhum era de tecnologia. Cada um já tinha o repertório e a audiência do próprio mundo. Só precisou mirar no tipo de gente com a dor certa, e construir.

E olha por que eles foram pagos, porque é a coisa toda. Ninguém paga por código. Ninguém paga por esforço.

Pensa em você por um segundo. A última vez que você comprou alguma coisa, você comprou a coisa em si, ou comprou o incômodo que ela tirou do seu caminho? A gente só abre a carteira quando uma dor vai embora.

Por isso a mira pesa tanto. Quando você aponta pra dor certa, você faz duas coisas de uma vez. Escolhe o que construir, e escolhe o lugar onde já tem gente esperando pra pagar.

Onde dói, mora o dinheiro.

A dor que você vai resolver pode ser sua, como foi a dos CRMs do João. Ou pode ser a de alguém que você escuta todo dia, como foi a do cliente do fisioterapeuta. As duas valem. As duas pagam.

Você convive com essas dores há anos. Já reclama delas em silêncio. E é justamente esse conhecimento de dentro, o que só quem vive ali enxerga, que a inteligência artificial nunca vai ter sozinha.

Ela não viveu o seu dia. Você viveu.

Repara no fio que liga o João a cada um deles. Todos já tinham o repertório e a audiência do próprio mundo. O que mudou foi apontar o recurso novo pra uma dor que conheciam melhor do que ninguém. Isso é transferível pra qualquer mercado. Inclusive o seu.

Por que quase todo mundo pula a mira, e o D que eu vou rodar ao vivo no dia 08/06

O João não comprou nada meu pra chegar onde chegou. Ele acertou a dor e acertou a hora, e o resultado veio sozinho. É o princípio funcionando na vida real, sem atalho e sem curso no meio.

No dia 08 de junho eu vou fazer um Zoom de Implementação. Não vou teorizar. Vou pegar um caso real, na sua frente, e fazer a parte mais difícil primeiro: mirar na dor certa, e só depois construir a solução do começo ao fim, agora que o recurso existe.

O erro mais comum é justamente esse. A pessoa pula a mira e corre pra construir. Constrói um Edsel. O método de verdade começa antes do código. Ele começa na escolha da dor. É o D que abre a sigla DSPC, e é onde quase todo mundo erra.

Eu fico pensando em quanta gente está, neste exato momento, do lado certo dessa janela e não percebeu. Você talvez seja uma delas. Tem a dor mapeada de cor, porque convive com ela todo dia. Tem o recurso ao alcance da mão, porque a IA chegou.

Faltam só duas horas de uma segunda à noite pra ver como as duas coisas se encaixam na prática, comigo conduzindo do começo ao fim. É exatamente esse encaixe que eu vou montar ao vivo, do zero, sem corte e sem teoria.

São 88 reais. Ao vivo, na segunda à noite, dia 08 de junho. Com garantia de 7 dias, incondicional, sem pegadinha.

E aqui está a urgência, a real, porque eu não invento escassez. A sala comporta 1000 pessoas. Mais de três quartos já foram. Sobra menos de um quarto, e quando lotar, lotou. Não vai ter segunda turma dessa.

O pré-requisito é ter o AIOX e o Claude Code instalados. Se você ainda não tem, meu time instala tudo com você pelo WhatsApp antes do dia.

Quer sentir o tom antes de decidir? A aula gratuita do dia 31 de maio está com replay público liberado. É um conteúdo diferente do Zoom, mas dá uma boa ideia do meu jeito de trabalhar.

A ideia certa nunca foi suficiente sozinha. Ela sempre esperou a hora certa. A sua hora é agora, e dessa vez a ferramenta está na sua mão.

Alan Nicolas ♾️
CEO, Academia Lendár[IA]

📚 Livros Recomendados:

  • As Superpotências Da IA — Kai-Fu Lee: Kai-Fu Lee viu de dentro as duas maiores corridas de IA do planeta, e o ponto dele não é sobre tecnologia, é sobre janela. Existe um momento curto em que uma capacidade nova fica disponível pra quem agir, antes de virar commodity.

  • Sapiens — Yuval Noah Harari: Harari mostra que nenhuma grande virada humana foi sobre a ideia sozinha. Foi sempre sobre uma ferramenta nova chegando na hora em que uma necessidade antiga já estava madura.

  • De Zero A Um — Peter Thiel: Thiel abre o livro com a pergunta mais cara que existe: que verdade importante quase ninguém concorda com você? É exatamente a pergunta que separa a ideia que parece genial pra todo mundo da ideia que realmente importa.

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