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Dois anos de trabalho feitos em quinze minutos. E isso foi só o começo.
O que está acontecendo dentro de um grupo de 50 pessoas que o mercado ainda não sabe.
Eu estava numa reunião com meu advogado e meu contador. Abri o computador ali na mesa e comecei a mostrar como funciona o que a gente está construindo.
Quinze minutos depois, eu tinha mapeado na frente deles todo o processo de um escritório inteiro de contabilidade. Processos mensais, anuais, sob demanda. Prazos rígidos, multas pesadas, múltiplos portais governamentais. Tudo organizado.
O contador olhou pra mim e disse: "Cara, eu estou desde dois anos desenhando isso."
Dois anos. E a inteligência artificial fez em minutos. Não só mapeou tudo, como já organizou em etapas, criou os checklists de cada processo e começou a executar.
O ponto aqui não é a velocidade. Velocidade é consequência. O ponto é o que está por trás disso. A forma de pensar. O método.E é isso que eu estou ensinando agora para 50 pessoas num grupo fechado que eu chamei de Cohort Avançado.
Imagine uma forma de organizar processos, distribuir tarefas para agentes de IA e garantir que o resultado saia com qualidade. Como uma empresa de tecnologia dentro do seu computador. Isso é o AIOS.
Essa semana começou o Cohort Avançado. 50 pessoas, comigo ao vivo, durante algumas semanas. Aulas comigo e dias de tira-dúvidas com o time. E eu preciso te contar o que aconteceu na primeira aula.
O que eu vou compartilhar aqui normalmente fica dentro de um grupo fechado. Mas eu quero que você sinta o gosto do que está acontecendo lá dentro.
Na primeira aula eu abri o capô do sistema inteiro. Mostrei como cada peça funciona, por que funciona, e como tudo se conecta. Porque eu acredito que sem entender o funcionamento de verdade, não dá pra ensinar de verdade.
De tudo que foi mostrado, separei três coisas que valem para qualquer pessoa, em qualquer área.
É uma fração pequena do que aconteceu na aula, mas já dá pra sentir a direção. E no meio disso, vou te mostrar o que já está acontecendo com quem está aplicando.
Repertório é o ativo mais valioso que existe
A primeira coisa que eu falei pro grupo: isso não é sobre código. Nunca foi.
Eu tenho uma frase que repito sempre: precisamos ser mais lembrados do que ensinados. E eu repito essa próxima parte toda vez porque é verdade toda vez. O que mais vai fazer com que você se sinta perdido não é a parte técnica.
É a falta de repertório. Repertório é ter experiência de várias áreas, conhecer modelos de negócio diferentes, entender como coisas aparentemente desconectadas se encaixam. Não precisa ser especialista em nada. Precisa ter visto o suficiente para saber conectar os pontos.

Técnica se aprende em semanas. Repertório é o que leva anos. É o que faz a diferença entre usar uma ferramenta e usar uma ferramenta com maestria.
Eu tenho mais de mil modelos mentais mapeados e extraídos das maiores mentes do mundo. Porque repertório é o ativo mais valioso que existe.
E a prova disso tem nome. O Pedro Valério nunca tinha visto código na vida até abril do ano passado. Abril. Do ano passado.
Hoje ele é criador do sistema. Abriu um terminal pela primeira vez num hackathon que a gente fez em Floripa. Menos de um ano depois, ele entende mais de processos para IA do que a maioria dos desenvolvedores que eu conheço.
Eu perguntei pra ele na aula, brincando: "Pedro, quantas dezenas de anos tu tem de desenvolvimento de software?" Ele respondeu: "Nem um ano ainda."
O Pedro tem uma das maiores empresas de TikTok do mundo. Gerencia operações complexas com centenas de pessoas, nas maiores marcas. Ele passou a vida inteira organizando processos com gente de verdade.
E trouxe toda essa experiência para encaixar como as IAs trabalham umas com as outras. Por isso funciona tão bem. Ele lida com algo muito mais volátil que IA: humanos. Com IA, pelo menos, quando você define o processo direito, ela segue.
E aqui tem um ponto que vale pra vida: se você não sabe como algo funciona de verdade, você não consegue recriar.
A maioria das pessoas acha que entende. Aí quando vai colocar a mão na massa, percebe que não tinha tanta clareza assim. Saber de verdade é conseguir explicar cada etapa. Se tem uma etapa nebulosa, você não sabe. Você acha que sabe.
Cinco mil copos
A segunda coisa: o primeiro estágio do entendimento é a confusão. Se você está confuso, parabéns, você está no estágio certo. Você não estava confuso antes porque você nem sabia que isso existia. A confusão é prova de que você está avançando. Não de que está perdido.
Para de se frustrar com a confusão. Ela é progresso.

Alguém do grupo trouxe uma que eu gosto muito. A pessoa que faz cinco mil copos no ano vai ter um copo melhor do que a pessoa que ficou milimetricamente projetando o copo perfeito.
Sempre a pessoa que erra mais vezes e mais rápido aprende mais do que a pessoa que tenta fazer uma coisa perfeita. Isso vale para código, para marketing, para qualquer coisa que você esteja construindo. Execute. Erre rápido.
E o Rodrigo Faerman é a prova de que executar rápido funciona. Ele estava num aeroporto. Abriu o computador.
Uma hora e quinze minutos depois, ele tinha feito o trabalho que custaria dez mil dólares e um mês de equipe com três ou quatro pessoas.
Mapas mentais, diagramas de todo o funcionamento de um negócio. O sistema orquestrou automaticamente toda a pesquisa da indústria do cliente e chegou em conclusões que o cara estava planejando para 2026.
O cliente olhou e falou: "Calma, não entendi. Você está me vendendo consultoria? É assim?"
Não era. Era o resultado de uma hora num aeroporto esperando um voo. As conclusões batiam exatamente com o que o cliente e o sócio tinham decidido na semana anterior, depois de semanas de análise.
Eles levaram meses para chegar naquilo. O Rodrigo chegou no mesmo lugar em uma hora e quinze.
E tem um detalhe que o Rodrigo trouxe que muda a forma como você vende qualquer coisa. Ele não mostra o resultado pro cliente. Ele mostra o processo.
O passo a passo. Porque quando é rápido demais e você só mostra o resultado final, o cara pensa: "Mas foi tão simples assim?" E o valor percebido cai. Agora, quando ele vê tudo que aconteceu por trás, todas as etapas, as análises sendo feitas, aí entende. Aí reconhece o valor.
Perco Moedas para Ganhar Dólares
A terceira coisa: eu penso muito numa frase. Eu prefiro perder moedas para ganhar os dólares. Eu sou totalmente contra aquele negócio de economizar na xícara de café. Foda-se a xícara de café.
Eu quero olhar para quantos milhões eu quero ganhar. Porque você vai ter que escolher onde botar sua energia e foco. Então coloque em como usar isso para fazer algo muito grande.
O investimento em tokens de IA para mim é como conta de luz da empresa. Você não fica pensando "será que eu vou ter energia elétrica?" Você precisa dela para operar. Não vai pegar um gatinho, pegar uma vela. Tokens são a conta de luz da empresa agora.

Eu falei isso na aula e olhei para as 50 pessoas. Quem estava ali entendeu na hora. Porque a maioria deles já gasta fortunas com equipes, ferramentas, consultores.
E de repente o custo de operar uma inteligência artificial que faz o trabalho de um time inteiro cabe numa fração disso. O Rodrigo gastou o equivalente a um cafezinho para fazer o trabalho que custaria dez mil dólares. Esse é o cálculo que importa.
Quem entende isso, opera. Quem não entende, fica discutindo preço de API enquanto o vizinho está construindo uma empresa.
Isso é o que eu ensinei na aula 1. E o que vocês viram até agora é talvez 2% do que existe. Quando você começa a entender um pouquinho mais, você vê o quanto ainda não entende nada. E isso é bom. Isso quer dizer que a coisa é grande de verdade.
Aviãozinho de Papel vs Porta-aviões
Agora que você viu um pedaço, deixa eu te dar a dimensão do que é o todo. Porque as três coisas que eu contei são pepitas. O que existe por trás delas é uma estrutura que levou meses para ser construída. E é isso que separa o que a gente faz de todo o resto.
As ferramentas do Claude, todo mundo tem. Qualquer pessoa instala. O que poucos têm é metodologia, engenharia de contexto e arquitetura de processos para fazer todas essas ferramentas trabalharem juntas de verdade. Sem isso, fica bonito de ver, mas não resolve nada na prática.
O mercado está criando aviãozinho de papel. Quem está no cohort tem um porta-aviões que cria aviões dentro dele. Os outros squad creators lá fora criam aviõezinhos de papel. O que a gente tem é um porta-aviões que cria aviões caça. Porque não é só criar agentes.
É ter toda a heurística, os processos de qualidade por trás. Coisas que levaram meses para ser construídas e que a maioria das pessoas nem sabe que precisa.
E isso aqui é uma impressora de sistemas. Você vai conseguir imprimir um sistema em pouquíssimo tempo, com a qualidade de uma software house premium.

Para quem não sabe, uma software house é uma empresa que tem oitenta, noventa, duzentos programadores. Quem está no cohort vai ter uma dessas dentro do computador.
E mais: os processos que rodam dentro do AIOS são os mesmos que o Google executa, que a Meta executa, que a OpenAI executa. Só que agora, no seu laptop.
Acontecimentos da Semana
E o que as pessoas estão falando lá dentro fala mais do que qualquer coisa que eu possa escrever aqui.

Tem gente acompanhando da Finlândia. Fuso horário completamente diferente, acordando de madrugada para não perder. Quando você vê esse tipo de comprometimento, entende que a coisa é séria.
E enquanto essas pessoas estão construindo, lá fora o mercado está em guerra.
Acontecimentos da semana: a semana inteira os rumores diziam que ia sair o novo Claude Sonnet. A surpresa foi outra: saiu o Opus 4.6. E junto, o GPT-5.3 da OpenAI. No mesmo dia.
Tem uma técnica que essas empresas fazem que pouca gente percebe. Antes de lançar o modelo novo, eles limitam o anterior. Deixam ele um pouco mais burro. Pra quê? Pra quando o novo sair, o contraste ser gigante. "Olha como melhorou!" Melhorou porque pioraram o de antes.
Nesse meio tempo, com os modelos mais lentos, a OpenAI lançou o Codex. Instalei. Testei. Não me atendeu. Voltei pro que eu já estava fazendo.
A Anthropic soltou o Opus 4.6 e de quebra lançou anúncios pro Super Bowl satirizando um futuro onde chatbots interrompem conversas com propaganda.
O tagline: "Ads are coming to AI. But not to Claude." O Sam Altman se doeu e publicou um textão acusando a Anthropic de desonestidade, dizendo que a OpenAI serve bilhões de graça enquanto a Anthropic serve "produto caro para gente rica".
Que briguem. Que briguem muito. Porque cada vez que um deles solta um modelo melhor, quem ganha é quem sabe usar. O método não depende do modelo. Se parassem de sair modelos novos hoje, já daria para transformar o mundo com o que existe.
E eu? Nesse meio tempo todo, estou só melhorando o AIOS. Focado numa coisa só. Eu já falei isso aqui, mas vale repetir: foque em uma coisa. Se você começa a se dispersar com cada novidade que sai, cada ferramenta nova, cada modelo novo, você não fica bom em nada.
Fique muito bom em algo e não pule de galho em galho. Mas não confunda foco com teimosia. Foque em algo que dá resultado, não em algo inútil. A diferença é que uma coisa te move, a outra te ocupa.
Estou constantemente atualizando o AIOS. Toda semana tem coisa nova. E o dado mais louco desse mundo que a gente vive é esse: quando você termina de criar algo, aquilo já está ficando obsoleto.
Você não termina. Você atualiza. Esse é o jogo agora. E quem não aceitar isso vai ficar parado esperando o momento perfeito que nunca chega.
Três da manhã
Eu vou dormir ansioso para acordar e continuar. Isso não é papinho. Minha esposa sabe. Você bota pra rodar, vai dormir, e acorda querendo ver o que aconteceu.
Aí vê que funcionou e já quer testar outra coisa. E outra. E outra. Criei um sistema de educação inteiro numa madrugada.
Com certificado, aulas, tudo que tem nesses sistemas de educação que o pessoal conhece. Uma madrugada. Teve alguns bugs para corrigir depois, claro. Mas uma madrugada.
A sensação é de que você não consegue parar. Não porque alguém está te obrigando, mas porque cada teste abre uma possibilidade que você não sabia que existia.
Você começa a pensar "e se eu fizer isso?" e quando vê já são três da manhã e você não quer parar.Os 50 que estão comigo estão sentindo isso agora. É uma coisa que não dá pra explicar, só vivendo.
Aguarde. Nós vamos mudar o jeito como estruturas gigantes são construídas, com uma equipe 100% IA.
Quem está comigo, bem próximo, as 50 pessoas que confiaram em mim para esse cohort, essas vão voar. Porque estão vendo na prática o que o mercado vai levar anos para entender.
Os desenvolvedores não estão criando isso. Esse é o dado mais louco que eu posso compartilhar. A galera de dev não está fazendo o que a gente faz aqui. Porque eles têm um preconceito gigantesco contra isso e não têm o repertório.
Eles sempre receberam demandas prontas. Agora o jogo trocou de mãos. Está na mão de quem pensa em como resolver problemas.
Existem dois cohorts. O Avançado, comigo, com 50 pessoas. E o Fundamentals, com o José Amorim, com 100 pessoas.
Os dois esgotaram. As vagas ficaram duas horas no ar. Duas horas. Depois disso, fechou.
Eu recebo DM todo dia pedindo para abrir mais uma vaga. Todo dia. Mas eu mantive poucos de propósito. Esse conhecimento é poderoso demais para ficar aberto. Não é exclusividade por marketing. É porque quem está lá dentro precisa de atenção real, acompanhamento real, e isso só funciona com pouca gente.
Agora pensa comigo. Tudo que você leu aqui foi a aula 1. Uma aula. O contador que levou dois anos para fazer o que eu fiz em quinze minutos. O Pedro Valério que nunca tinha visto código e hoje é co-criador do sistema.
O Rodrigo Faerman que fez em uma hora no aeroporto o trabalho de dez mil dólares. Uma impressora de sistemas. Os processos do Google rodando no seu laptop.
Isso é um pedaço. Um pedaço pequeno.
Tem semanas inteiras de conteúdo que essas 150 pessoas vão receber e que você não vai ter acesso. Cada aula vai empilhar em cima da anterior.
E a distância entre quem está dentro e quem está fora vai aumentar a cada semana que passa. Não porque eu quero criar separação. Mas porque é o que acontece quando um grupo pequeno tem acesso ao que o mercado ainda não sabe que existe.
Os dois cohorts estão fechados. Mas existe uma lista de espera.
Quando abrir, quem está na lista sabe primeiro. Quem não está, descobre quando já encheu. Da última vez, duas horas. É o tempo que você tem para decidir.
Alan Nicolas ♾️
CEO, Academia Lendár[IA]
P.S. Na live de quinta que vem, vou preparar algo incrível para mostrar pra vocês, se prepara!
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De Zero A Um - Peter Thiel: Thiel faz uma distinção que vale ouro: copiar o que existe (ir de 1 a N) é fundamentalmente diferente de criar o que não existe (ir de 0 a 1). Quando você entende frameworks de pensamento antes de tocar em ferramentas, você está no território do 0 a 1. O resto do mercado está copiando.
O Modelo Toyota - Jeffrey K. Liker: Um livro sobre processos que deveria ser leitura obrigatória para quem trabalha com IA. A Toyota transformou manufatura porque entendeu que qualidade vem de processos, não de talentos individuais. Checklists, quality gates, acceptance criteria. Parece familiar?
Cointeligencia - Ethan Mollick: Mollick é professor da Wharton e estuda como humanos e IA trabalham juntos na prática. O livro não é sobre substituição. É sobre como pensar junto com a máquina, usando o que você sabe para extrair o que ela sabe. Quem entende que IA amplifica repertório, e não substitui pensamento, sai na frente.
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Escrita por: Alan Nicolas utilizando Obsidian potencializado com IA
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