Design bonito de verdade sempre foi caro. Daqueles que param a pessoa na rolagem, com animação, parallax, movimento que parece caro porque era caro mesmo.

Pra ter isso você precisava de agência, de equipe, de semanas e de uma pequena fortuna. Era coisa de marca grande. Você olhava de longe.

Agora não. Qualquer página, qualquer tela que você criar pode sair nesse nível. E eu vou te mostrar o que é possível.

Eu hackeei o Claude Design pra forçar esse nível com o meu critério dentro. Criei um jogo ali, só pra ver até onde dava. Personagem, fases, música, golpe no chão quando aperta shift.

Criei um site inteiro pra um aluno numa noite, com a logo animada e o depoimento que se mexe. Nada com cara de página feita por máquina.

Mas a tela bonita é a ponta. O que importa está embaixo dela. E foi embaixo dela que eu mexi.

Olha o que dá pra fazer ali dentro

Antes de explicar o truque, deixa eu te mostrar o que mais já saiu daí.

Vídeo animado pro Instagram com a transcrição que eu deveria falar no tempo certo. Documento de cultura virando página viva.

E o que mais me empolga, o time: eu deixo um dashboard pronto com o meu padrão, minha equipe duplica, e o Igor, do pedagógico, montou o dele todo no meu design system, sem quebrar o tom.

É isso que eu tô montando pra abrir a comunidade no dia 8 de agosto.

O que torna tudo isso possível não é a ferramenta. É o que eu enfiei dentro dela.

A caixa era fechada de propósito

O Claude Design tem um problema idiota e gigante. Ele é a melhor ferramenta de design da mesa, e é também a que menos te deixa mandar nela.

No Claude Code você instala skill, joga script, mexe no que quiser. No Claude Design, não.

Você clica pra instalar uma skill e não consegue. Não deixa você botar a sua regra ali dentro. É uma caixinha fechada, e ponto.

E caixa fechada sem governo faz aquilo que talvez você já tenha passado raiva sem saber o nome. AI slop.

Botão roxo sem motivo, gradiente com cara de robô, aquele design fraquinho que todo site gerado tem.

Pior: vai mudando no meio do caminho. Você cria três páginas e na terceira o rodapé já está diferente, a cor do botão mudou, cada página de uma cara.

Se você já apanhou do Lovable, com tudo quebrado e token sumindo à toa, sabe exatamente do que eu tô falando.

Eu tenho projeto ali com mais de cem telas. Numa caixinha que se perde, uma hora ela estraga tudo.

Foram umas catorze, dezesseis horas de teste pra achar o jeito, porque não existe documentação sobre isso. A caixa foi feita pra ficar fechada.

Mas toda caixa fechada deixa uma fresta. E eu achei a dela.

A fresta: ele lê o CLAUDE.md de cara

A fresta é quase boba de tão simples.

O Claude Design, quando carrega uma sessão, lê obrigatoriamente um arquivo, o CLAUDE.md. Sempre. Toda vez. É a primeira coisa que ele faz.

Então eu pensei assim: e se eu não preciso instalar nada? E se eu só subo um CLAUDE.md dizendo quais skills usar, onde elas estão, e mando ele trocar as pastas sozinho?

Funcionou.

Não dá pra instalar skill na caixinha. Mas dá pra subir um arquivo. E o arquivo que ele é obrigado a ler virou a porta por onde tudo entra.

Por essa fresta única eu enfiei skill, script, regra, memória, design system. A instalação virou arrastar um zip e digitar uma palavra.

E como ele lê esse arquivo logo de cara, eu fiz mais uma coisa. Se o texto padrão ainda está intacto, é porque a pessoa acabou de instalar e não configurou nada.

Então, na primeira carga, ele dispara sozinho a configuração inteira. Entra no projeto, vê se tem design system, puxa os tokens, renomeia o que precisa, reescreve o que precisa, e te entrega tudo de pé.

O que antes era uma sequência de doze comandos e uma hora e meia esperando virou uma palavra. Você abre uma conversa nova, digita go, e ele monta.

Eu testei isso ao vivo, sem saber se ia funcionar. Arrastei o zip, abri a sessão, digitei. Deu certo na frente de todo mundo.

Repara no que aconteceu. Eu não desbloqueei a ferramenta, ela continua fechada.

Eu achei o único canal que ela mantém aberto e transformei numa entrada pro meu jeito de trabalhar inteiro.

O que entra pela porta são anos de decisão

O hack em si é o de menos.

A porta é só a porta. O que vale é o que passa por ela. E o que passa não é um pacote de atalhos. É a forma como eu decido design.

Você já me ouviu dizer isso aqui de mil formas, e eu vou repetir de novo, porque é a raiz de tudo que eu tô te contando hoje.

A IA, sozinha, te entrega a média. Ela aprendeu com a internet inteira, então o que ela cospe por padrão é a internet inteira. O botão que todo mundo usa. O gradiente que todo mundo põe. A página que parece todas as outras.

Aquele AI slop não é um defeito dela. É o comportamento padrão dela. Ferramenta sem critério produz a média, e a média hoje tem cara de robô.

Pensa no que isso faz com quem usa no modo passivo. Você pede, ela entrega o genérico, você aceita.

E o que saiu dali é o mesmo que sairia pra qualquer um que pedisse igual. Nada ali é seu.

A única coisa que a máquina não consegue inventar por você é o seu critério. O motivo pelo qual você escolhe um espaçamento e não outro.

Isso ela não tem, porque é seu, construído em anos, e na maioria das vezes nunca saiu da sua cabeça.

Foi isso que eu enfiei pela fresta. Não foi skill. Foi critério.

Tem mais de um ano que eu venho catalogando como eu decido. Por que escolho um espaçamento e não outro. Por que monto uma coisa já pensando em reaproveitar depois, em vez do jeito óbvio que quebra lá na frente.

São mais de duzentas heurísticas, decisões que eu tomo no automático depois de quinze anos mexendo com frontend, viradas em regra que a máquina consegue seguir.

É isso que está dentro das skills. Não são onze comandos mágicos. São onze pedaços do meu critério.

Deixa eu te dar três, porque elas mostram o que muda quando é o seu critério que decide, e não a média.

A primeira é boba: código vale mais que modelo.

A parte cara do trabalho, organizar arquivo, mover pasta, reestruturar, eu não deixo a IA fazer na mão gastando token. Eu jogo pro JavaScript, que custa quase nada.

O modelo decide, o código executa. É isso que segura o custo lá embaixo.

A segunda é o guardião do design system. Lembra do problema da terceira página com o rodapé diferente? Ele não acontece mais.

Toda vez que o agente vai mexer num elemento, esse guardião carrega, olha os seus tokens, a sua estrutura, e não deixa nascer uma tela que destoa das outras. Cem telas, e nenhuma foge do tom.

Porque token declarado que ninguém fiscaliza é papel morto. O guardião é a fiscalização.

A terceira é por que o design system tem que ser único. Ele é a fonte da verdade da sua comunicação visual, de como você se apresenta ao mundo.

Se você duplica ele pra cada projeto, cria várias fontes da verdade, que é o mesmo que não ter nenhuma.

E tem uma parte prática: o design system precisa ser legível pela máquina. Quando a estrutura é rígida e nominal, a IA acerta o visual de olhos fechados, sem precisar adivinhar.

E não sou só eu. O DESIGN.md do Google está atrás da mesma coisa, do outro lado da mesa.

Um arquivo único, lido pela máquina, que é a verdade do design. Cada um pela sua porta, todo mundo chegou na mesma necessidade.

Fora essas três, tem a auditoria de mobile, porque o acesso por celular passou o de desktop faz mais de quinze anos e a maioria continua desenhando pra tela grande.

Tem a remoção de AI slop no design e no texto, incluindo aqueles travessões que a IA adora enfiar. Tem motion, acessibilidade, integridade de texto, originalidade visual.

Por que isso é sistema operacional, e não plugin

Eu sei que "sistema operacional" pode soar como exagero de marketing. Não é. Olha o que esse troço tem.

Memória, no design system que persiste entre as telas. Regra, nas heurísticas e nos guardiões. Programa instalado, nas skills. Rotina de inicialização, no setup automático da primeira carga.

E, principalmente, uma economia própria.

Essa última é a que menos aparece e mais pesa no bolso. Cada print que a IA tira de uma tela pra conferir custa uns vinte mil tokens, valor fixo e alto, e ela tira print o tempo todo quando testa.

Numa caixinha sem governo, isso sangra dinheiro a cada volta.

Eu fiz o caminho contrário. Minhas skills tinham dois, três mil tokens cada. Apertei até umas seiscentas.

Descobri que o harness do Claude Design já tem muita coisa boa por dentro, então minhas skills não reescrevem o que existe, elas chamam o que já está lá e só conduzem.

O trabalho mecânico eu joguei pra programação. O modelo decide, o código executa, e é o código que custa quase nada.

E tem a modularização, que o Claude Design não faz sozinho. Todo elemento que se repete, o menu do topo por exemplo, ele transforma num bloco só que aparece em todas as páginas. Você mexe uma vez, muda em todas.

Sem isso, o agente abre página por página pra trocar o menu, e cada leitura dessas é token queimado.

O resultado prático é esse. A página que fiz pro aluno, com design system inteiro montado, consumiu sete por cento do meu uso de cinco horas.

Praticamente nada. Quem já usou o Claude Design cru sabe que ele costuma comer bem mais.

Plugin é o que você liga pra fazer um truque a mais. Sistema operacional governa tudo que roda em cima dele, com memória, regra e custo próprio.

O que entrou pela fresta do CLAUDE.md é a segunda coisa.

E isso não está acontecendo só na minha bancada. Nos últimos meses a Figma botou agente dentro do arquivo, a Anthropic abriu o Claude Design como uma tela conversável dentro do Claude, e o Google colocou o design system num DESIGN.md que a máquina lê e obedece.

Isso é contexto, não é a notícia. A notícia é que o design deixou de ser uma tela onde você desenha. Virou um ambiente onde um agente opera com memória, regra e custo próprio.

Faca, garfo, e por que jurar bandeira é bobagem

Se o jogo agora é ambiente, e não ferramenta, uma pergunta para de fazer sentido.

Tem gente me perguntando de que time eu sou. Time Anthropic, time OpenAI, time chinês.

Não sou de time nenhum, e isso é de propósito.

Pensa em talher. Eu sou do time da faca quando o prato pede faca. Se for sobremesa, eu pego a colher.

Não faz sentido jurar que vai comer tudo com a mesma coisa só pra defender ferramenta. Mesmo se eu trabalhasse na Anthropic, se o Codex fizesse melhor, eu usaria o Codex.

Eu fui pro Claude Design nesse trabalho não por amor à Anthropic. Fui porque, pra criar design com qualidade, ele é a melhor faca da mesa hoje, e porque o serviço nunca me caiu enquanto outras coisas vinham instáveis.

Mas repara na virada. Eu não escolhi a faca e parei aí. Peguei a faca mais fechada e a transformei no meu ambiente.

Isso é o oposto de torcer por um lado. Quem torce fica refém da ferramenta. Quem trata a ferramenta como ambiente põe o próprio critério por cima dela, e troca de ferramenta sem perder nada quando a maré virar.

Por isso eu não fiz só esse. No meu Claude Code eu rodo outro sistema, mais pesado, voltado pra velocidade e integração, com loops que se autocorrigem e que me chamam no Telegram quando travam numa decisão que o meu critério ainda não cobre.

No Claude Design eu fiz esse aqui, voltado pra criação visual. A ferramenta muda. Quem continua dono do ambiente é quem botou o próprio critério por cima dela.

Isso eu venho falando faz tempo, e vou repetir: não dá pra ser refém de empresa nenhuma.

Elas estão numa corrida, cada uma melhorando a sua pra passar na frente da outra. Quem tá na frente hoje pode não estar amanhã, e quem casou com uma marca fica a pé quando ela cai.

E é essa briga entre elas que segura o preço. Enquanto disputam quem te conquista, usar IA tá barato. Não vai ser pra sempre. Aproveita enquanto é.

Por que eu construí isso, e por que soltei de graça

Eu gravei essa live todo sujo. Sério. Eu estava com meu filho construindo uma casa na árvore, serrando madeira, pregando, medindo.

Saí de lá, tirei a poeira da mão, vim gravar com você, e depois voltei pra serra.

Faz um ano e meio que eu não escrevo código na mão. Hoje eu não dou mais prompt, eu escrevo looping que se autocorrige enquanto eu prego tábua com meu moleque.

Eu construí esse harness porque eu preciso dele. Vou abrir minha comunidade no dia 8 de agosto, e vou ter que criar muita página, muito funil, muito criativo.

Eu não ia aguentar fazer isso na mão numa caixinha que se perde a cada terceira tela. Então fiz o ambiente que me deixa criar rápido, barato e consistente.

E como ficou bom, eu soltei de graça. Está no GitHub, aberto, pra quem quiser pegar, usar e melhorar.

Procurei um pronto, não achei, e fiz o meu. Pra mim essa é a parte que importa. Não é vencer discussão de novidade. É se incomodar o bastante pra construir o que ainda não tem.

Toda quinta eu mostro o que está acontecendo no mercado. Na sexta eu aprofundo aqui. A ideia nunca é te dar mais informação. É te dar sinal no meio do barulho.

E nem é pra você ser refém do que eu falo. Eu só te mostro o que eu tô fazendo e divido o que eu achei no caminho. Tirar a sua própria conclusão é o certo. Sempre foi.

E o sinal dessa semana é esse. Esquece o Claude Design por um segundo, porque o ponto nem é ele.

Toda ferramenta de IA que você abre te oferece o mesmo trato. Ou você aceita a média que ela cospe, e entrega o que qualquer um entregaria, ou você acha a fresta, enfia o seu critério lá dentro, e passa a produzir uma coisa que ninguém copia, porque ela tem você dentro.

E não precisa ser um harness no GitHub. Pode ser um documento com as suas regras. Um jeito de pedir que é só seu. Uma decisão que você sempre toma e nunca explicou pra máquina.

O tamanho não importa. O que importa é parar de receber o genérico calado.

Faz tempo que eu parei de perguntar qual ferramenta vai matar a outra. A pergunta que passou a valer foi outra: quanto de mim cabe dentro dela.

Enquanto a conversa é "isso mata o Figma", a gente fica preso na tela. E a tela virou a última coisa que importa.

Toda caixa fechada deixa uma fresta. A do Claude Design era o CLAUDE.md. Fico aqui pensando qual é a da ferramenta que você abre todo dia, e quanto de você já está lá dentro.

Se você quer usar isso pra marketing, entra no Cohort

O harness que eu soltei, pensa nele como um plugin, é a prova de que dá pra fazer. Mas ele não é o produto.

O produto é você usar esse tipo de estrutura pra criar campanha de verdade. Página, criativo, funil, peça de marketing, sistema visual.

Tudo aquilo que normalmente fica preso entre uma ideia boa, uma tela feia e uma equipe sem repertório pra transformar isso em campanha.

É por isso que a gente começa o Cohort de Marketing.

Sábado tem aula de nivelamento, e na proxima semana tem aulas de preparação. Não precisa saber Claude Code, não precisa saber Codex.

A gente mostra e entrega o que está criando.

Você vai levar os squads que a gente está montando, os agentes de criativo, de funil, de análise de dados, de research. E os nossos próprios dashboards de gestão de campanha e de criativos.

Se você quer usar IA pra marketing de verdade, conversa com o meu time. Eles vão te explicar como funciona, ver se faz sentido pra você e te colocar no caminho certo se fizer.

Alan Nicolas ♾️
CEO, Academia Lendár[IA]

P.S. Baixar o harness é pegar uma ferramenta. Usar isso pra criar página, criativo, funil e campanha com critério é outro jogo. É esse segundo jogo que a gente vai fazer no Cohort.

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  • Escrita por: Alan Nicolas utilizando Obsidian potencializado com IA

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