Existe um número, no marketing, que faz você dormir tranquilo.

O Roas. Quando ele está alto, o gestor manda o print no domingo, a campanha "está voando", e você relaxa.

Tem um problema. O número que o gerenciador comemora não é o que cai no seu caixa.

O gerenciador de anúncio foi feito pra te mostrar a versão mais bonita do resultado. A que faz você continuar pagando.

E não é só o tráfego que funciona assim.

A oferta que você jura que é boa. O funil que você acha que está de pé. O texto que a IA te devolveu, confiante, em segundos.

Tudo isso tem uma versão bonita, que acalma, e uma versão real, que quase ninguém olha.

A versão bonita é de graça. A real dá trabalho.

E é a versão real que distribui: que faz a oferta chegar, ser vista, virar venda.

Essa semana a Academia parou pra fazer a Semana do Marketing. Quatro dias de live, uma por dia, cada uma com uma pessoa do meu time que vive disso abrindo uma peça da máquina ao vivo, na frente de todo mundo.

Oferta com a Fran, funil com a Érica, tráfego com o Rafa, dados com o Bruno.

Deixa eu te mostrar o que apareceu.

Criar ficou fácil. Distribuir é o que separa

Pare um segundo no que mudou.

Hoje qualquer um abre uma IA e sai com um rascunho de oferta, de texto de vendas, de site, de anúncio. Em minutos. Pagando centavos.

E olha até onde isso chegou. A própria Anthropic transformou o Claude num ambiente de design onde você gera vídeo, Reels e site editável direto, clicando pra ajustar cada detalhe sem nem gastar token.

A mesma empresa que fornece o modelo por trás do Lovable, do Bolt e de tanta outra ferramenta agora faz a ferramenta de criação inteira.

Criar virou tão barato e tão bom que parou de ser o que te diferencia.

Criar deixou de ser o gargalo. Virou commodity. Qualquer um cria.

O que não ficou fácil foi distribuir. Fazer aquilo chegar na frente da pessoa certa, no momento certo, e virar venda. Essa parte continua dando o mesmo trabalho de sempre.

A maioria trava. Cria muito, distribui mal, e conclui que o problema é a ferramenta.

Não é. A ferramenta você já tem, igual a todo mundo. O que separa é a distribuição.

E isso vale igual pra quem vende um produto, pra quem vende um serviço, e pra quem faz marketing pros clientes dos outros. Quem distribui melhor vende mais, mesmo com produto pior.

Isso existe há muito tempo. O Peter Thiel já tinha cravado: distribuição ruim, não produto ruim, é a causa número um de fracasso.

Antes da IA isso já valia. Agora que criar virou commodity, vale o dobro.

E distribuir bem começa por trocar a versão bonita de cada peça pela versão real.

Foram quatro dias abrindo essa máquina, uma peça por dia: oferta, funil, tráfego e os dados.

Oferta: a versão real não é a que você acha. É a que a pesquisa mostra

A primeira peça é a oferta. E a conta mais cara do marketing: tráfego ruim em cima de oferta ruim é dinheiro queimado.

Quem jura ter problema de anúncio, de copy, de preço, quase sempre tem problema de oferta. O dinheiro vaza lá na base, e você passa a vida ajustando o topo.

A versão bonita da oferta é a que você inventou na cabeça. Você acha que é boa porque é sua. Sentou, pensou, montou. Parece redonda.

A versão real é a dor que a base te conta quando você pergunta a coisa certa. Não o que ela acha que quer comprar. A dor que de fato trava o dia dela.

Essa semana a gente fez isso na frente de todo mundo. Pegamos a pesquisa que vocês responderam ao entrar, jogamos no Claude Code, e rodamos ao vivo.

328 respostas. Em minutos saíram as dores ranqueadas, três personas, um avatar em sete dimensões. A sua dor, devolvida pra você, na tela.

E a dor número um, em 42% das 240 respostas válidas: "crio muito e não vendo nada".

Quase metade presa exatamente nesse buraco. Criando demais, distribuindo de menos.

A IA não salva oferta ruim. Você dá pra ela o que você tem. Se é achismo, ela te devolve achismo com cara de estratégia, rápido e confiante.

A pesquisa é o que te obriga a entregar matéria-prima de verdade.

Por isso a ordem é essa, e é antiga: pesquisa antes de oferta, oferta antes de copy, copy antes de anúncio. Quem pula a primeira casa paga caro nas outras três.

E a versão real da oferta quase nunca é um produto só. É uma escada.

Um degrau de entrada barato, que valida a dor e ainda paga o seu tráfego. Um degrau do meio, que monetiza. Um degrau alto, pra quem já confia. Cada um financia o próximo.

Oferta que é degrau solto faz o tráfego sangrar. Oferta que é escada se paga enquanto sobe.

Funil: o buraco não é falta de esforço. É falta de estrutura

A oferta certa ainda não vende sozinha. Entre ter oferta e fechar a venda existe um buraco. E esse buraco não é falta de esforço. É falta de estrutura.

Quando não vende, a gente jura que é falta de trabalho. Precisa postar mais, criar mais, se esforçar mais.

Essa é a versão bonita do problema, porque te absolve: você está fazendo tudo, o mundo é que é difícil.

A versão real é mais incômoda. Não falta esforço, falta estrutura. O lead entra, não acha um caminho desenhado até a compra, e evapora. Não importa quanto esforço você jogou em cima.

E a estrutura tem uma vantagem que nenhuma ferramenta te dá: ela é sua.

Se cair o Claude, cair o Codex, morrer todas as IAs amanhã, quem entende a estrutura do funil continua de pé, e desenha em qualquer ferramenta. Quem só aperta botão fica órfão.

O mapa é mais simples do que parece. Lead frio, que nem sabe que tem o problema. O conteúdo que faz ele perceber a dor. A isca que captura.

O low ticket, um produto de entrada de R$19 a R$97, é o primeiro degrau da escada. Ele faz duas coisas que nenhuma isca grátis faz.

Paga o próprio tráfego, então você capta sem queimar caixa. E transforma o desconhecido em cliente, que é outra criatura: quem já abriu a carteira uma vez compra de novo muito mais do que quem só baixou material de graça.

Depois, a nutrição que aquece até a compra maior.

A decisão de compra não cai no primeiro dia. Ela mora entre 30 e 45 dias depois do lead entrar.

Nesse meio tempo quem trabalha por você é o remarketing: depoimento, prova, resposta de objeção, rodando em quem ainda não comprou, até a hora dele chegar.

Quem desliga nesse intervalo joga fora a venda que já estava quase de pé.

Cada peça num nível de consciência diferente. Cada uma com uma função que nenhuma outra cumpre.

A própria semana foi um funil. Você entrou por um conteúdo, respondeu uma pesquisa, virou uma oferta, e foi levado de nível em nível, até aqui.

A estrutura rodando em você, à mostra, em tempo real.

Isso é distribuição honesta. Não é esconder a máquina. É abrir a máquina e mostrar que ela funciona porque tem estrutura, não porque alguém se esforçou mais que você.

Tráfego: não é botão mágico. É um time, com você no comando

No tráfego a versão bonita leva o golpe mais duro. Porque o tráfego é o reino do número que engana.

Roas alto, visitas, likes, engajamento. Tudo te dá a sensação de que está funcionando, enquanto o caixa não se mexe.

Tem nome pra isso. Métrica de vaidade, termo do Eric Ries no Lean Startup: o número que te faz sentir bem e não te diz o que fazer.

Mas o Roas é mais traiçoeiro que um like, porque ele tem cara de número de resultado. Ele mente por dois motivos concretos.

Primeiro, conta venda que talvez acontecesse sem o anúncio. A plataforma puxa pra si o crédito de quem comprou dentro de uma janela de sete dias que ela mesma escolheu, mesmo que a compra tenha vindo de outro canal.

Segundo, ignora a margem. Roas 4 não é lucro 4. Tira imposto, frete e produto, e o que sobra pra cair no caixa é a margem, não o número da tela.

O problema, aqui, não é tráfego. É operação.

Quem sofre com anúncio quase nunca tem falta de criativo ou de verba. Tem falta de operação.

Uma pessoa só, vestindo o chapéu de analista, de estrategista, de designer, de redator, ao mesmo tempo, sem tempo pra nenhum. A campanha cansa, o resultado some, e não sobra braço pra reagir a tempo.

E o mercado vende duas saídas, as duas cilada.

Antes delas, a pergunta que trava quem já gastou com anúncio e não viu retorno: quanto eu vou ter que botar?

A resposta honesta é que depende do funil. Tem funil que você valida com R$500 e tem funil que pede R$20 mil. O barato existe, e começa pelo produto de entrada que paga o próprio tráfego.

Quem te diz que precisa de orçamento de gente grande pra começar está vendendo a versão bonita.

A primeira saída é virar especialista em tráfego, passar noite estudando gerenciador. Você não tem como, tem um negócio inteiro pra tocar.

A segunda é a mais sedutora: o botão mágico. Largar tudo na IA, apertar um botão, e deixar ela decidir sozinha.

O perigo está aí. Quando você entrega cem por cento da decisão e para de olhar, é quando vem a catástrofe.

A IA pega um erro e escala ele na mesma velocidade com que escalaria um acerto, queima dinheiro, e quando você volta já é tarde.

E tem um detalhe que faz o estrago render: cada mexida errada joga a campanha de volta pra fase de aprendizado, a parte mais cara, onde a plataforma gasta mais só pra reencontrar as pessoas certas. Erro no automático não fica parado, ele escala.

A versão real é a terceira via. Não é você fazendo tudo, nem a máquina decidindo tudo. É você comandando um time de agentes, cada um com uma função.

São seis papéis, e cada um existe pra te devolver uma hora do seu dia e um número em que dá pra confiar.

Um te tira da página em branco com uma bateria de hooks e ângulos de criativo, pronta antes de a campanha cansar.

Outro monta a campanha na estrutura certa pro seu momento.

Outro lê o painel por você e troca o Roas que mente por um número com selo de quanto é medido e quanto é estimativa, com a janela de atribuição declarada, porque depois das mudanças de privacidade nenhuma plataforma tem o número exato.

Outro aponta uma alavanca por vez, a que move mais com menos esforço, em vez de você mexer em tudo ao mesmo tempo e nem saber depois o que funcionou.

E o último trava a campanha de subir se o rastreamento estiver quebrado, antes de queimar dinheiro.

Cinco preparam o terreno. O sexto não é da máquina. É você. O operador.

A IA carrega a munição. Você puxa o gatilho. A máquina propõe a estratégia, você aprova. Propõe os ângulos, você escolhe. Sobe a campanha, você decide.

Por mais papéis que existam no meio, a decisão final nunca sai da sua mão.

Porque a culpa final é sempre do humano. É fácil terceirizar pra IA e dizer que ela estragou. Mas a operação é sua. A versão real do tráfego não é menos humana. É mais.

E o ganho não para no seu próprio marketing. Um time que não dorme, cada um com uma função, é o que faz uma pessoa só operar como uma agência inteira.

O mesmo sistema que toca o seu marketing toca o de dez clientes ao mesmo tempo. O gargalo nunca foi talento, era braço. E braço é exatamente o que esse time te devolve.

A última peça: os dados

Falta uma peça.

De nada adianta oferta de verdade, funil estruturado e tráfego operado por um time, se no fim você lê os números pela versão bonita.

A última peça é ler o número certo: separar o que importa do que só infla relatório. Isso se resume a três perguntas.

Quanto do Roas vira margem de verdade no caixa. Quanto da venda o anúncio causou e quanto ele só pegou carona. E qual canal está sangrando escondido atrás da média boa.

A versão real do número começa por essas três.

Oferta, funil, tráfego e dados parecem quatro assuntos. São um só: a mesma máquina de distribuição vista de quatro ângulos.

E em cada ângulo existe uma versão bonita, que te deixa parado, e uma versão real, que dá trabalho e vende.

A bonita você já tem de graça. A real você constrói. E ninguém constrói sozinho a primeira vez.

A turma começa sábado

Se você acompanhou a semana, já viu a máquina rodar.

Se não acompanhou, o resumo é esse: a gente pegou a sua dor na pesquisa, devolveu uma oferta, e te levou de nível em nível até aqui.

Essa semana inteira foi o aquecimento, e é a porta de entrada do Cohort de Marketing. A turma começa amanhã, sábado, 27.

São quatro semanas pra botar a sua máquina de marketing pra rodar. Aulas ao vivo nos sábados de manhã, e mentorias na terça e na sexta pra destravar a implementação no meio do caminho.

E não é só no fim das quatro semanas que algo acontece. Já no primeiro sábado você sai com a primeira peça rodando, e a operação vem em cima dela, semana a semana, você vendo funcionar antes de cada passo seguinte.

Isso aqui não é curso gravado pra você assistir e montar tudo sozinho depois (e não montar). É ao vivo, a gente construindo junto, com gente pra te destravar quando empacar.

E em cada sábado você sai com uma peça da máquina montada no seu laptop, não com anotação de aula:

Aula 1, 27/06, com a Fran. Pesquisa e oferta. Deep research de mercado e concorrentes até chegar na oferta. No fim do dia você sai com a pasta inteira: o seu ICP, o dossiê dos concorrentes e o seu offerbook montado, no molde que o Alex Hormozi usa pra desenhar oferta.

Não é teoria pra copiar. É o seu offerbook, com a dor real do seu cliente dentro, já virando o arquivo que alimenta a Aula 2.

Aula 2, 04/07, com a Érica. Funil e páginas. A oferta vira estrutura: o fluxo de conversão inteiro, do conteúdo que atrai no topo às páginas que fecham embaixo (página de vendas, VSL, webinário), tudo puxando do offerbook.

Conteúdo deixa de ser post solto e vira grade: cada peça com um lugar no funil, trazendo gente pra dentro da máquina, não post pra preencher feed.

Não é curtida por curtida. É ver qual conteúdo trouxe alcance e engajou o público certo, pra repetir o que funciona e cortar o que só enfeita.

Aula 3, 11/07, com o Rafa. Tráfego e criativos. O funil vira campanha, já nas regras novas do Meta, com criativo em massa.

Você descreve o público e ela devolve uma bateria de anúncios, cada um com hook e ângulo diferente, e um gate que barra o criativo com cara de robô antes de ir pro ar.

Todas as campanhas num lugar, com CPA, Roas e gasto de verdade. O monitor te cutuca quando uma delas precisa de decisão, e quem decide é você.

Aula 4, 18/07, com o Bruno Gentil. Dados e receita. Todos os números viram um painel só, e a IA te ajuda a decidir onde está a receita: o que escalar, o que cortar, e por onde o dinheiro está vazando.

Se o seu caso é o de 42% da nossa pesquisa, criar o tempo todo e o dinheiro não vir, é isso que a gente vai atacar, com a sua operação na mesa.

E não é só pra quem está travado. Quem já tem o negócio rodando mas nunca parou pra montar o marketing direito sai daqui com ele de pé. Quem já roda isso e quer crescer sai com o sistema operando pra muitos clientes, não pra um.

Alan Nicolas ♾️
CEO, Academia Lendár[IA]

P.S. Faz um teste honesto agora. Pega o último resultado de marketing que te deixou feliz. Pode ser um Roas, um número de leads, um engajamento. Agora pergunta: esse número virou dinheiro no caixa, ou só me deixou tranquilo? A distância entre as duas respostas é o tamanho exato da versão real que você ainda não construiu. E é essa distância que está te custando dinheiro.

📚 Livros Recomendados:

  • Negócios Conscientes - Fred Kofman: A versão bonita acalma porque mente pra você primeiro, antes de mentir pro mercado. Este livro é sobre encarar o número real mesmo quando ele dói, e por que essa é a única conversa que move o negócio.

  • Jogue Limpo Mas Vença - Michael Dell: Michael construiu um império trocando a loja pela entrega direta. Distribuição não foi um detalhe da Dell, foi a empresa inteira. Lê isso e olha de novo pro seu funil.

  • Enshittification - Cory Doctorow: Por que a plataforma que parecia ótima vira armadilha, e como o bonito apodrece quando ninguém olha o real. A versão bonita vs a versão real, no nível do ecossistema inteiro que você usa pra distribuir.

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  • Escrita por: Alan Nicolas utilizando Obsidian potencializado com IA

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