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O Que Vem em 2026 na IA (E Por Que Isso Importa Agora)
Como começar 2026 com o pé direito (e não repetir os erros de 2025)
Janeiro de 2026. Todo mundo fazendo promessas de ano novo. "Esse ano vai ser diferente."
Mas deixa eu te mostrar um jeito de NÃO começar.

Feliz 2026! Pra você que já começou com pé esquerdo.
Isso seria uma notificação de ban permanente do Claude.
O que será que tem que fazer para receber essa mensagem? Quão errado estava usando?
Antes que você pense: não, não fui banido. Vi essa imagem no Twitter/X. Provavelmente nem é real.
Mas imagine o impacto na sua carreira se isso acontecesse de verdade. Acordar num dia qualquer e descobrir que perdeu acesso à ferramenta que você usa para trabalhar.
E isso trouxe algo à minha mente.
Usar IA errado em 2026 não vai te dar ban. Vai te dar algo pior: te deixar para trás enquanto acha que está progredindo.
E o erro mais comum que vi em 2025 vai se multiplicar violentamente em 2026 se você não entender a mudança que está acontecendo agora.
De Ferramenta Para Colaborador (A Mudança Que Já Aconteceu)
2025 foi o ano da ferramenta.
Você usava IA para tarefas isoladas. Fazia pergunta, recebia resposta, copiava, colava. IA como instrumento. Você no comando de cada etapa.
O mercado de agentes saltou de menos de 5% para 40% de adoção em aplicativos corporativos. Crescimento de 8x em um ano.
Mas a maioria das pessoas ainda estava usando IA como ferramenta melhorada. ChatGPT turbinado. Claude mais esperto. Gemini mais rápido.
2026 é diferente.
2026 é o ano onde IA deixa de ser algo que você usa e vira alguém que trabalha para você.
Não é mais ferramenta. É colaborador sintético executando sua visão enquanto você dorme.
Deixa eu te mostrar na prática o que isso significa.
Em 2025: Você "opera" a construção (IA como Ferramenta). Ao identificar um problema de um cliente, você usa a IA para gerar ideias de solução.
Você pede pedaços de processos, testa comandos (prompts) para ver o que funciona, corrige erros técnicos manualmente e tenta integrar diferentes ferramentas.
O desenvolvimento e a manutenção ainda são processos visíveis que consomem 80% do seu tempo diário.
Em 2026: Você "orquestra" o resultado (IA como Colaborador). Você foca no "nexo da dor", aquele detalhe personalizado e humano que só quem vive o problema conhece. Você estrutura sua visão e a delega para o seu colaborador sintético.
Seus agentes assumem a frente: identificam a melhor estratégia, executam a parte técnica, testam o impacto e entregam a solução pronta para o cliente final. A tecnologia torna-se invisível; você deixa de ser um "pedreiro digital".
A mudança não é de capacidade técnica. É de papel.
IA deixou de ser calculadora e virou colega de trabalho.
E essa mudança resolve um problema antigo. Mas só se você usar certo.
O Problema Que Crescimento Sempre Criou
Quanto mais você cresce, mais difícil fica.
Não é percepção. É física organizacional.
Com 1 pessoa: você decide. Rápido. Simples.
Com 10 pessoas: precisa alinhar. Reuniões começam. Processos aparecem.
Com 100 pessoas: processos precisam de processos. Reuniões sobre reuniões. Decisões que levam semanas.
Complexidade cresce exponencialmente. Capacidade cresce linearmente.

Custos sobem. Decisões demoram. Agilidade cai. Simplicidade vira memória distante.
Naval chamou isso de "complexidade composta". É inevitável. Sempre foi.

E até 2026, não tinha solução real. Você escolhia: fica pequeno ou aceita complexidade crescente.
(refletindo... todo fundador sente saudade dos primeiros dias por um motivo específico: simplicidade)
IA como colaborador sintético muda essa física. Pela primeira vez você pode crescer sem multiplicar pessoas. Pode escalar sem adicionar camadas de decisão.
Mas só se você entender algo fundamental.
O Gap Da Customização (Onde Mora Sua Oportunidade)
As grandes empresas de tecnologia constroem soluções bem-sucedidas para milhões de pessoas.
OpenAI, Google, Anthropic. Todos fazendo modelos cada vez melhores. Eles são excelentes no que fazem. Mas atendem massa.
Para atender massa, precisam ser generalistas. Não é falha deles. É matemática do modelo de negócio.
Personalização profunda é cara para elas. Não escala no modelo delas.
É nesse espaço que está sua oportunidade real em 2026.
Resolver uma "dor familiar". Algo que você sente na pele. Algo que você vive todo dia. Algo que você conhece tão bem que consegue descrever cada detalhe, cada nuance que ninguém mais vê.
As empresas grandes não conseguem fazer isso. Você consegue.
E quando você resolve algo específico muito bem, a IA se torna o motor que multiplica essa solução para milhares de outras pessoas com o mesmo problema.
A escala real em 2026 não vem da tecnologia por si só. Vem da sua capacidade de descrever e estruturar a solução de uma dor real.
Se você for seu próprio cliente e resolver um problema específico de forma excelente, a IA será apenas o amplificador.
Mas aqui está onde a maioria vai errar completamente.
A Falsa Personalização (O Erro Que Escala o Ruído)
A real é essa: a maioria das pessoas está usando a IA no modo ineficiente, reagindo apenas por urgência e necessidade imediata.
Elas acham que personalizar é "adicionar" mais camadas: mais dashboards, mais mensagens customizadas, mais dados para o humano analisar.
Isso não é progresso, é multiplicação de complexidade.
Se você usa IA para gerar 10 telas novas que exigem 10 decisões humanas lentas, você não escalou nada. Você apenas criou um sistema torto que vai desabar.
Personalização real em 2026 serve para ELIMINAR a fricção, não adicionar opções.
O Erro: Criar um filtro de IA para decidir quais 10 métricas uma pessoa vê. Resultado: o humano ainda tem que decidir.
O Acerto: A IA identifica o contexto agora, decide baseada na sua intenção estratégica e age automaticamente. Resultado: zero telas, ação imediata.
Dados recentes mostram: 73% dos clientes esperam ser tratados como indivíduo. Mas 71% estão mais cautelosos com dados pessoais.
O paradoxo está aí. Personalização ficou esperada E sensível ao mesmo tempo.
A solução não é "mostrar que você conhece a pessoa", que seria adicionar informação. É "eliminar o que não serve para ela", que é remover fricção.
McKinsey publicou pesquisa mostrando: GenAI permite personalização em escala que era impossível antes.
Mas personalização errada ESCALA O PROBLEMA.
Exemplo real: empresa implementa IA em 10 processos em 2025. Resultado: 10 dashboards novos, 15 reuniões semanais para alinhar, 20 decisões sobre qual dado seguir.
Mais complexidade, não menos.
(suspirando... porque adicionar parece progresso, mas subtrair exige repensar tudo)
Analogia para você entender: O jeito ineficiente (2025) é como dar um binóculo melhor para um motorista em meio ao nevoeiro. Ele vê mais dados, mas ainda precisa dirigir e desviar dos buracos sozinho.
A personalização estratégica (2026) é construir um carro autônomo: você define apenas o destino (a intenção) e o sistema remove todos os obstáculos do caminho sem que você precise sequer tocar no volante.
E aqui entra o conceito que vai definir quem domina 2026.
A IA Invisível (Zero Etapas Visíveis)
A IA mais poderosa em 2026 não será um chatbot elegante.
Será aquela que você não vê trabalhar.
Se você ainda precisa clicar em botões para tomar decisões repetitivas, você está operando a tecnologia, não sendo alavancado por ela.
Em 2025 (O Modelo Visível): Você identifica um problema no seu dia, um conflito de agenda, um documento faltando, uma dúvida técnica. Você abre a IA, digita o prompt, revisa a resposta, copia, cola e envia. 5 etapas, esforço humano total.
Em 2026 (O Modelo Invisível): Você define sua intenção estratégica apenas uma vez. "Garanta que todos os requisitos legais deste processo estejam sempre atualizados."
A IA monitora as mudanças, identifica lacunas baseada no seu padrão de trabalho e executa a solução automaticamente. O humano só entra no fluxo por exceção ou criatividade, não por burocracia.
Isso resolve exatamente os problemas que crescimento sempre criou.
Inflação de custos? Menos pessoas necessárias para mesma operação.
Lentidão decisória? Decisões automáticas baseadas em padrões que você definiu.
Dependência de reuniões? Coordenação acontece via sistema, não via calendário.
Perda de agilidade? Velocidade de startup mantida em escala de empresa.
E aqui está o teste simples antes de implementar qualquer IA em 2026.
Pergunte: isso elimina ou cria uma etapa? Isso reduz ou aumenta telas? Isso substitui pessoas ou exige mais coordenação? Isso preserva simplicidade ou adiciona entropia?
Se não for "reduz" em todas, não vai escalar bem.
Na Academia Lendária eu já estou operando dessa forma. Múltiplos agentes construindo soluções para a comunidade. Estou expandindo isso para os colaboradores também.
A velocidade de construção de soluções aumentou violentamente.
E o resultado? Mesmo no fim de 2025, a Anthropic colocou limite 2x maior. Eu com o plano max de 20x consegui esgotar ele. Cheguei a fazer com que um único agente tivesse 73 tasks rodando.

Está muito mais fácil agora.
"Mas Alan, você já programa."
Olha, eu programei praticamente nada. Só fui escrevendo que consegui fazer isso.
A Economia Da Intenção (O Que Vem Depois)
2026 marca outra mudança fundamental.
IA vai passar a entender a intenção real por trás de cada pedido.
Não é sobre o que você digitou. É sobre o que você realmente quer alcançar.
Quando você pesquisa "restaurante italiano", a intenção não é "lista de restaurantes". É "jantar bem hoje à noite perto de onde estou".
Quando você procura "curso de Python", a intenção não é "vídeos sobre programação". É "conseguir construir aquele projeto que está na minha cabeça".
IA em 2026 começa a trabalhar na camada de intenção, não na camada de comando.
E isso desbloqueia algo que parece ficção científica mas já está acontecendo: agentes negociando e transacionando valores diretamente.
Previsão para 2028: 15 trilhões de dólares passando por transações entre agentes de IA, sem aprovação humana em tempo real.
Seu agente conversará com o agente do seu fornecedor. Negociará preços baseado nos seus critérios. Fechará contratos. Transferirá dinheiro. Tudo automaticamente.
"Ah, mas eu não vou confiar nisso."
Entendo a resistência. Mas pensa: você já confia no Pix, no pagamento automático de contas, no seu celular com suas senhas.
Vai confiar sim. Porque vai ser prático e vai funcionar.
Mas para chegar lá, você precisa dominar algo antes.
As 4 Habilidades Que Definem Quem Sobrevive
Para não ser deslocado em 2026, você precisa evoluir de técnico para Nexialista, um Arquiteto de Fluxos.
Não é mais sobre executar tarefas. É sobre orquestrar sistemas que executam.
E isso exige dominar 4 pilares fundamentais.

Primeiro Pilar: Curadoria
Em um mar de informações e ruído infinito, saber filtrar o que realmente importa é a habilidade mais valiosa de todas.
IA gera conteúdo infinito. Em minutos produz o que você levaria dias. Mas quem decide o que vale a pena?
Curadoria não é só escolher informação. É escolher em que focar, que projetos tocar, que ideias executar, que direção seguir.
Sem curadoria, você se afoga em possibilidades e não executa nada.
E é exatamente por isso que comunidade importa. Porque não dá para fazer isso sozinho. Você precisa de alguém filtrando, testando, validando o que realmente importa enquanto você executa.
Segundo Pilar: Gestão de Agentes
Aprender a delegar a execução técnica para colaboradores sintéticos, mantendo o controle estratégico.
Qual agente vai ser seu codificador. Qual vai ser seu pesquisador. Qual vai ser seu analista. E onde VOCÊ entra nisso tudo.
Não é delegar tudo para IA. Não é fazer tudo manualmente. É saber exatamente onde você adiciona mais valor sendo humano.
Em 2026, gestão de agentes é o básico. É como usar Word, Excel, email era em 2010. Pré-requisito, não diferencial.
Terceiro Pilar: Pensamento Sistêmico
Compreender como as diferentes peças da tecnologia se conectam para criar soluções sólidas e eficientes, não apenas remendos temporários.
Entender como as peças se encaixam. Como sistemas funcionam. Como ideias aparentemente distantes se conectam.
O mundo será dos nexialistas. Pessoas que conseguem pegar conhecimento de áreas completamente diferentes e juntar num insight que ninguém mais viu.
Não é ser especialista em tudo. É ter amplitude suficiente para ver padrões que especialistas não veem porque estão focados demais em suas áreas.
Quarto Pilar: Conexão Humana
Focar no que é escasso: empatia, negociação real e liderança.
Vendas, negociação, terapia, liderança. Tudo que exige empatia real não pode ser replicado por IA.
Humanos vendem para humanos. Humanos fazem negócio com humanos. Conexões autênticas são insubstituíveis.
Quanto mais IA domina o técnico, mais vale o humano.
E aqui está o paradoxo final de 2026.
Ressonância Como Efeito Colateral
Quando você elimina tudo que não serve para contexto específico, duas coisas acontecem simultaneamente.
Fricção desaparece. Ressonância aparece.
Mas ressonância não é objetivo. É efeito colateral de precisão.
Quando pessoa vê exatamente o problema que está vivendo, solução no nível certo de abstração, próximo passo específico sem etapas irrelevantes... a reação não é "isso me convenceu".
É "isso era exatamente o que eu precisava agora".
Não precisa persuadir. Solução encaixa.
E isso funciona em três camadas práticas.
Primeira camada: diagnóstico antes de solução. Identifica bloqueio real, elimina 80% dos passos genéricos, entrega só o necessário.
Segunda camada: caminhos diferentes para mesmo objetivo. Duas pessoas com mesmo objetivo podem ter problemas reais completamente diferentes e precisam de soluções específicas diferentes.
Terceira camada: menos conteúdo, mais encaixe. Não é produzir mais variações. É usar IA para eliminar o irrelevante antes de mostrar qualquer coisa.
Antes, escalar significava simplificar demais. Solução média para todo mundo.
Agora, escalar significa manter especificidade. Mas através de compressão inteligente, não adição de conteúdo.
(refletindo sobre todas as vezes que tentei "personalizar" adicionando mais opções... quando deveria ter eliminado 90% delas)
A Escolha Que Define Seu 2026
Você tem duas opções bem claras neste ano.
Primeira opção: usar IA como ferramenta melhorada. Continuar no jogo de 2025. Mais dashboards personalizados, mais mensagens customizadas, mais decisões informadas, mais relatórios detalhados.
Resultado: complexidade composta acelerada. Você cresce mas fica mais lento, mais caro, mais pesado. E quando próxima recessão vier, empresas vão perguntar: "por que recontratar humanos se agentes dão conta?"
Segunda opção: usar IA como colaborador sintético. Entrar no jogo de 2026. Resolver dor familiar que você conhece profundamente, estruturar solução específica, usar IA para eliminar fricção e escalar mantendo simplicidade.
Resultado: crescer preservando agilidade. Fazer mais com menos. Velocidade de startup em escala de empresa. E construir fosso defensivo baseado em contexto acumulado.
A maioria vai escolher a primeira. Porque parece progresso. Porque é visível. Porque dá para mostrar "olha quantas coisas a gente fez com IA".
Poucos vão escolher a segunda. Porque exige repensar sistema inteiro. Porque é invisível. Porque não tem dashboard bonito para mostrar.
Mas crescimento saudável sempre foi fazer mais com menos. Progresso sempre superou expansão.
Naval disse uma vez: não existe almoço grátis em sistemas complexos.
IA como colaborador sintético finalmente permite quebrar a física organizacional que dizia "escala = complexidade inevitável".
Mas só se você usar como ferramenta de compressão. Não como megafone para gritar mais alto.
Analogia final: Usar IA em 2025 é como ter uma furadeira elétrica potente. Você ainda precisa segurar a ferramenta e marcar a parede.
Em 2026, você é o Arquiteto da Obra. Você define onde o prédio deve estar e como ele deve servir às pessoas, enquanto uma frota invisível de máquinas executa a construção baseada na sua intenção original.
Se você precisar segurar a furadeira, o sistema falhou.
(suspirando... já sei qual a maioria vai escolher)
E você? Começou 2026 com qual pé?
Alan Nicolas ♾️
CEO, Academia Lendár[IA]
P.S.: Ontem era dia da live semanal, mas não consegui fazer. Vou fazer hoje (02/01) onde vou aprofundar o que esperar de 2026 na IA. O link estará nos vídeos recomendados no final, dependendo da hora que você estiver lendo pode adicionar lembrete ou assistir a gravação.
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Escrita por: Alan Nicolas utilizando Obsidian potencializado com IA
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